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Marcelo Reblo De Sousa Opinião: « Marcelo sobre Queiroz: «Seleccionador deve ser substituído»
Escrito por TVI24   
Segunda, 06 Setembro 2010 01:46

 

 Professor Rebelo de Sousa considera que a situação na Selecção é «insustentável»

Todos são criticados, mas a verdade é que a situação na Selecção Nacional é insustentável, por isso Carlos Queiroz deve ser substituído.

No seu comentário habitual no «Jornal Nacional» da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou os erros cometidos nos últimos tempos, começando por referir que «se queriam correr com o homem fizeram as coisas mal feitas». «Se havia matéria para aplicar sanções não se deveria ter esperado tanto tempo», frisou, recordando que o seleccionador «foi insultuoso», mas também que «o castigo da Adop é errada juridicamente».

Para além disso, na sua opinião, «o secretário de Estado do desporto falou antes de terminado o processo e condenou sumariamente o seleccionador», o que foi «um erro total».

Certo é que «a situação é insustentável» e o pior até é o facto da selecção sub-21 ter falhado o apuramento para o campeonato da Europa da categoria. «Esse é um fracasso da preparação, porque Queiroz disse era um sector que ia ser muito trabalhado», frisou.

Sendo assim, para Marcelo está tudo muito claro: «Tem de se resolver o problema e substituir o seleccionador. No último jogo, por exemplo, Queiroz estava num camarote, o secretário de Estado noutro, e Agostinho Oliveira no banco. Ou seja, ninguém manda nada».

 
Marcelo Reblo De Sousa Opinião: «Sentença do processo Casa Pia não é clara»
Escrito por TVI24   
Segunda, 06 Setembro 2010 01:22


 

Demasiado tempo de julgamento e um prazo de recursos que agora se abre. Ainda assim há lições a tirar

Para Marcelo não há dúvida: o processo Casa Pia demorou demasiado tempo e a sua sentença é demasiado longa é pouco explícita. Nos seus habituais comentários no «Jornal Nacional» da TVI, Rebelo de Sousa deixou críticas e tirou algumas lições.

Em primeiro lugar, o processo «demorou muito tempo» e «a culpa é da lei». Na Bélgica, por exemplo, o julgamento do caso Dutroux durou apenas três meses e meio, tendo 450 testemunhas, metade da Casa Pia. «Não acredito que não seja possível ultrapassar esta diferença, até porque tem efeitos perversos. Para os queixosos, para as vítimas, mas também para os arguidos, pois é uma aplicação de pena. Já cumpriram uma pena antecipada», frisou.

Quanto à sentença, alerta para o facto de «1600 páginas». «Não pode ser verdade, porque a sentença tem de ser clara e persuasiva. Mas esta não é e ninguém vai ler, por isso perde a sua função», frisou, assumindo também reservas em relação à súmula divulgada, pois não foi apresentada uma segunda parte: «A prova de que não foi clara é que o Conselho Superior de Magistratura teve de fazer um comunicado a explicar o conteúdo da sentença».

Sobre as acusações, Marcelo diz que fica «a sensação que ao longo do tempo há reformulação do elenco da matéria de facto, com uma diferença abissal entre o número de crimes iniciais e as condenações. É algo que não é próprio só deste crime, o que denota dificuldade de obtenção de prova», vinca, considerando que ficou sem se saber «quão sólida é essa fundamentação».

Seguem-se os recursos, desde logo para o Tribunal da Relação, e que «pode demorar um ano», mas também para outras instâncias possíveis, como o Tribunal Constitucional ou o Supremo.

Desde caso, Marcelo considera que há lições a tirar. «Independentemente do recurso, todos admitem que houve vítimas. Ninguém repara o seu sofrimento, por isso esta decisão surge como uma espécie de compensação; também é positivo que a sociedade portuguesa tenha mudado a sua perspectiva sobre a pedofilia. É importante do ponto de vista ético e moral. São tipos de crimes que não deveriam ter prescrição», advoga, considerando que também a instituição Casa Pia é «atingida» negativamente por esta situação.

A «rentrée» política

Rebelo de Sousa falou doutros temas, como a situação política em Moçambique ou a «rentrée» política nacional.

Sobre o Bloco de Esquerda, considera que «Francisco Louça não deve manifestar a sua felicidade em excesso relativamente a Manuel Alegre», dado que poderá sair prejudicado, com a perca de algum do seu eleitorado.

Considera que José Sócrates, durante o comício que realizou em Matosinhos, disse «duas ou três coisas para os directos televisivos e depois esteve a encher chouriços, para além de ter feito o auto-elogio».

O líder do PS, mas também o do PSD, abordou as questões do Orçamento de Estado e da revisão constitucional, não chegando a uma ideia comum. Sobre o orçamento, «Sócrates mostrou abertura ao diálogo, com alguma dureza, mas com teatro», e «agarrou como um petisco» a revisão constitucional.

Já Passos Coelho teve um «bom discurso», com críticas ao Governo e «bons exemplos, como o dinheiro gasto no BPN ou excessos na máquina do Estado». Sobre o orçamento. Foi «duro, mas não fechou a porta ao diálogo, ficando a ideia que é possível haver acordo». Quanto à revisão constitucional, não foi tão eficaz.

Finalmente, sobre a festa do Avante e o discurso de encerramento de Jerónimo de Sousa, definiu dois vectores essenciais, como a frente «anti-Nato, por casa da cimeira que se vai realizar em Lisboa», assim como «o apoio à CGTP». Neste aspecto, a campanha presidencial de Francisco Lopes assume-se como «completamente separada da governação socialista, sem compromissos» e que vai ser «de ataque ao poder socialista».

 
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