| O INEVITÁVEL LÍDER |
|
| Escrito por Francisco José Barata |
| Domingo, 07 Março 2010 22:27 |
|
Por: Francisco José Barata* Paulo Rangel é o candidato que está claramente em melhores condições políticas de ganhar a presidência do PSD. Ganhar com todos os que dele fazem parte e mais tarde ganhar Portugal com todos os portugueses. Mesmo com as sondagens a darem neste momento, algum avanço que favorece o seu mais directo adversário, Pedro Passos Coelho, a verdade é que o ainda eurodeputado dos social democratas, tem conseguido aglutinar á sua volta, os militantes do partido ao nível da chamada base mais popular, mais anónima e que é oriunda, sobretudo, do país recôndito.
Estarão assim criadas as condições para que Paulo Rangel possa levar por diante a sua palavra de ordem, proferida no lançamento da corrida á liderança: “libertar o futuro, por ora refém de muitos anos de políticas desastrosas e que a pouco e pouco tem hipotecado a Nação, rompendo com o passado. Uma rotura que passa inevitavelmente também, pelo fim dos estilos e da acção de liderança do PSD , sobretudo com o grande universo militante, que Rangel promete agora recuperar para um projecto comum.
O candidato é um homem e um político que mostra ter uma ideia forte e uma visão estratégica sobre o futuro de Portugal. E sabe-se como o cidadão comum, militante anónimo, tem particular simpatia e ao mesmo tempo confiança nesse estilo de discurso feito de uma convicção forte na defesa das ideias. Isso sente-se no acolhimento que tem sido dado ao candidato, na sua campanha ao longo do país.
As suas ideias emergem da "fortaleza" das suas convicções, na sua posição inabalável quanto á necessidade de um novo rumo que a partir de agora tem que ser tomado, para que a derrapagem do país não seja, a curto prazo, ainda maior.
Há no seu discurso três vertentes determinantes, que sintetizam bem esse pensamento estratégico; "romper com o passado para libertar o futuro" , "menos Estado, menos Mercado, mais Sociedade".
Finalmente um conjunto de ideias sobre aquela que terá de ser uma verdadeira "revolução" no ensino em Portugal, com uma atenção muito especial para a questão da formação profissional e técnica e sem a qual o nosso futuro estará irremediavelmente hipotecado, sob o ponto de vista económico e social e até cultural. Os comportamentos e a atitude de todos os agentes da educação e do ensino tem que se alterar em nome de um futuro cada vez mais exigente.
A questão do ordenamento territorial dos país, aparece igualmente na agenda de Rangel, que revela um programa e uma preocupação que assenta bem nos anseios de muitos daqueles que comungam na busca de soluções para os problemas ambientais.
Em todo o seu discurso está consubstanciada uma visão objectiva quanto ás soluções a apontar para o futuro próximo. Há na sua intervenção, uma tónica clara da matriz Social
Democrata, que preside á própria fundação do PSD. Daí a transversalidade da sua intervenção de fundo e mesmo de circunstância.
Rangel mostra, ter aqui, a grande oportunidade, não de refundar o PSD, como alguns defendem, mas sim de o reposicionar , enquadrando-o neste complexo tempo, que são os dias do presente. Há no seu discurso e no seu programa um propósito claramente reformista que presidiu ao PSD nos seus melhores dias. Rangel é um candidato que se projecta, desde logo, para além da liderança partidária. É um candidato á governação do país, porque tem um programa e um projecto político para governar e fazer. É por essa razão um líder inevitável.
Há no discurso de Paulo Rangel, uma ideia firme, um pensamento político, assentes numa análise bem sustentada , feita de uma entrega estudiosa e numa abordagem inteligente aos problemas do país.
Portugal e o PSD não estarão por certo á espera do “homem providencial”, porque os tempos são para outros homens políticos. O que o PSD e o país precisam, isso sim, é de um líder e de um primeiro ministro com a capacidade política capaz de apontar para um novo rumo que salvaguarde o futuro, libertando-o das amarras do passado que pouco mudou o presente. Porque o Mundo não está a mudar. O Mundo já mudou! Paulo Rangel pode até não ganhar já o partido, mas fica a certeza de que o país poderá vir a contar ele a médio prazo, porque este político tem uma agenda baseada nas suas ideias de fundo. Isso, convenhamos, é coisa que tem faltado aos governantes portugueses nos últimos anos.
*Jornalista |